Oscar 2026

Oscar 2026: artistas se mobilizam contra o ICE e políticas de Trump no tapete vermelho

Atores e cineastas usaram broches “ICE OUT” e fizeram críticas à política migratória dos EUA e a conflitos no mundo durante a chegada ao Oscar

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O tapete vermelho do Oscar 2026, realizado neste domingo (15), em Hollywood, foi marcado por manifestações políticas de artistas e cineastas.

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Durante a chegada à cerimônia, indicados e convidados comentaram a situação internacional e criticaram políticas migratórias associadas ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

Alguns participantes apareceram usando broches com a inscrição “ICE OUT”, em referência ao ICE (Serviço de Imigração e Alfândega dos Estados Unidos). O gesto foi interpretado como um protesto contra ações da agência responsável pela fiscalização da imigração no país.

A figurinista polaca-americana Malgosia Turzanska, indicada ao prêmio de Melhor Figurino por Hamlet (2025), apareceu com o broche no tapete vermelho.

Além dela, a cantora Sara Bareilles, indicada ao prêmio de Melhor Canção Original por Salt Then Sour Then Sweet, também utilizou o acessório durante a chegada ao evento.

Já a escritora e ativista Glennon Doyle foi ainda mais explícita e entrou na cerimônia usando uma bolsa com os dizeres “Fuck ICE”.

Um botão onde se lê “ICE OUT” adorna o vestido de Malgosia Turzanska | REUTERS/Carlos Barria
Um botão onde se lê “ICE OUT” adorna o vestido de Malgosia Turzanska | REUTERS/Carlos Barria

Glennon Doyle segura uma bolsa com os dizeres "Fuck ICE" | REUTERS/Caroline Brehman
Glennon Doyle segura uma bolsa com os dizeres "Fuck ICE" | REUTERS/Caroline Brehman
Sara Bareilles usa um broche com a inscrição "ICE OUT" | REUTERS/Caroline Brehman
Sara Bareilles usa um broche com a inscrição "ICE OUT" | REUTERS/Caroline Brehman

O que é o movimento “ICE OUT”

O slogan “ICE OUT” que pode ser traduzido como “Fora, ICE” — tornou-se um dos principais símbolos de protestos contra as políticas de imigração nos Estados Unidos. A expressão passou a circular com força em 2026 em manifestações que criticam a atuação do Serviço de Imigração dos EUA, órgão responsável por identificar, deter e deportar imigrantes em situação irregular no país.

O movimento ganhou destaque após uma série de protestos organizados em diversas cidades americanas, motivados por denúncias de abusos e pela intensificação de operações migratórias durante o governo do presidente Donald Trump.

Manifestantes defendem a redução ou até o fim das ações da agência, acusada por grupos de direitos humanos de adotar práticas repressivas contra imigrantes.

A frase “ICE OUT” passou a aparecer em cartazes, marchas e campanhas nas redes sociais, além de ter sido adotada por artistas e celebridades em eventos de grande visibilidade, como premiações da indústria do entretenimento.

Diretora indicada critica guerra e restrições de entrada

A diretora tunisiana Kaouther Ben Hania, indicada ao Oscar de melhor filme internacional pelo docudrama “A Voz de Hind Rajab”, afirmou que a cerimônia não está desconectada da realidade global.

“Não precisamos de uma guerra como a que está acontecendo agora. Pessoas estão sendo bombardeadas. Precisamos de responsabilização, de justiça e de paz. Este tapete vermelho não está isolado do resto do mundo”, disse a cineasta.

Segundo ela, um dos atores do filme não pôde participar da cerimônia por causa de restrições de entrada nos Estados Unidos.

“Meu ator principal não está comigo esta noite; ele não pode entrar nos Estados Unidos porque é palestino. Existe uma proibição de entrada imposta por Donald Trump contra palestinos”, afirmou.

Integrantes do elenco do filme também comentaram o tema no tapete vermelho. Os atores Amer Hlehel e Clara Khoury, do filme criticaram restrições de mobilidade impostas a determinadas nacionalidades.

Hlehel afirmou que é preocupante que, em pleno 2026, pessoas sejam impedidas de viajar apenas por sua origem.

“É uma pena que exista um grupo de pessoas que, simplesmente por serem palestinos ou sírios, sejam proibidas de se movimentar. Isso vai contra o direito internacional e os direitos humanos.”

Já Clara Khoury disse que debates sobre imigração e conflitos internacionais estão conectados.

“Tudo está ligado ao que acontece com a imigração e com as exclusões baseadas em cor, religião ou origem”, declarou.

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